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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Olho Por Olho... Ou Não?

de Paulo Roberto Barbosa

"Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem; Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os gentios também o mesmo?" (Mateus 5:44, 46, 47)

Perguntaram ao General Robert Lee o que ele achava de um outro general do Exército Confederado que havia feito considerações depreciativas sobre ele. Lee o avaliou como sendo um oficial de grandes qualidades. A pessoa que fez a pergunta parecia perplexa. "General", ele disse, "eu suponho que o senhor não sabe o que ele tem falado a seu respeito". "Eu sei", Lee respondeu. "Mas você pediu a minha opinião sobre ele e não a opinião dele sobre mim."

Em nosso relacionamento com os outros, frequentemente o que chamamos amor não passa de um pouco mais do que uma transação ou um negócio. As pessoas nos tratam com carinho e amabilidade e nós retribuímos da mesma forma. Quando nos tratam injustamente, respondemos negativamente como achamos que eles merecem. Tudo é normal, justo, olho por olho e dente por dente. Mas o amor cristão jamais se conforma com o que é racional. Insiste em oferecer misericórdia assim como justiça. Quebra a cadeia de reações lógicas.

A casa do justo sofre as mesmas tempestades que a casa dos ímpios. O que as diferencia é que uma é construída sobre a rocha e a outra sobre a areia. Quando nós estamos firmados na rocha -- Jesus Cristo, precisamos mostrar as qualidades de alguém que não pode ser comparado com aqueles que estão confiando na segurança do mundo, ou seja, nenhuma.

A vingança, o "pagar com a mesma moeda", o "toma lá dá cá", são atitudes mesquinhas características daqueles que não experimentaram o verdadeiro amor de Deus.Quando isso acontece, aprendemos a seguir os ensinos do nosso Mestre e o Seu brilho não pode ser ofuscado por interesses menores e vaidosos.

O amor tudo vence... até o nosso eu.

Paulo Roberto Barbosa. Um cego na Internet! Visite a página de Paulo Roberto em http://intervox.nce.ufrj.br/~tprobert/index.html

quinta-feira, 20 de novembro de 2008


Os Espelhos de Deus

de Max Lucado

G.R. Tweed olhou pelas águas de Pacífico para o navio americano no horizonte. Limpando o suor de selva dos seus olhos, o jovem oficial naval engoliu profundamente e tomou sua decisão. Esta poderia ser a única chance dele para fugir.

Tweed estava se escondendo na ilha de Guam durante três anos. Quando o exército japonês ocupou a ilha em 1941, ele se escondeu no denso matagal tropical. Sobreviver não havia sido fácil, mas ele preferiu o pântano a um campo de prisioneiros de guerra.

Tarde naquele dia, 10 de julho de 1944, ele percebeu o navio aliado. Ele correu para cima de uma colina e se posicionou em um precipício. De dentro da sua mochila, ele tirou um espelho de mão. Às 18:20 ele começou a enviar sinais em código Morse. Segurando a extremidade do espelho nos dedos, ele o inclinou de um lado para outro, refletindo os raios do sol em direção ao barco. Três sinais curtos. Três longos. Três curtos novamente. Ponto-ponto-ponto. Traço-traço- traço. Ponto-ponto-ponto. S-O-S.

O sinal chamou a atenção de um marinheiro a bordo do USS McCall. Uma equipe de resgate embarcou num bote motorizado e passou despercebido na angra além do alcance das armas do litoral. Tweed foi salvo.[1]

Ele estava feliz por ter aquele espelho; feliz porque soube usá-lo, e feliz porque o espelho cooperou. Suponha que não tivesse. (Prepare-se para um pensamento absurdo.) Suponha que o espelho tivesse resistido, empurrado sua própria agenda? Em lugar de refletir uma mensagem do sol, imagine se tivesse optado por enviar algo próprio? Afinal de contas, três anos de isolamento deixariam qualquer um faminto por atenção. Em lugar de enviar um S-O-S, o espelho poderia ter enviado um O-P-M "Olhe para mim."

Um espelho egoísta?

O único pensamento mais absurdo seria um espelho inseguro. E se eu estragar tudo? E, se eu envio um traço quando devo enviar um ponto? Além disso, você já viu as manchas na minha superfície? Duvidar de si mesmo poderia paralisar um espelho.

Da mesma forma seria auto-piedade. Enfiado naquela mochila, arrastado por selvas, e agora, de repente espera-se que eu enfrente o sol brilhante e execute um serviço crucial. De jeito nenhum. Fico no pacote. Não sai nenhuma reflexo de mim.

Ainda bem que o espelho de Tweed não teve uma mente própria.

E os espelhos de Deus? Infelizmente nós temos.

Nós somos os espelhos dele, sabe: ferramentas da heliografia celestial. Reduza a descrição de trabalho humano numa frase e é isto: refletir a glória de Deus. É como Paulo escreveu: “Portanto, todos nós temos o rosto descoberto e refletimos como um espelho a glória do Senhor. Nós somos transformados na sua própria imagem com uma glória cada vez maior. E esta é a obra do Senhor, que é o Espírito. (2 Cor 3:18 VFL)

Um leitor acabou de levantar uma sobrancelha. Espere um momento, você está pensando. Eu li aquela passagem antes, mais de uma vez. E soou diferente. Realmente, pode ter acontecido. Talvez seja porque você está acostumado a ler em uma outra tradução. “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (ARA, ênfase minha).

Uma tradução diz, “contemplando, como por espelho”, outra diz, “refletimos como um espelho”. Uma implica contemplação; a outra refração. Qual é certa?

De fato ambas. O verbo katoptrizo pode ser traduzido das duas maneiras. Há tradutores que tomam ambos os lados:
refletindo, como um espelho” (ARC)
contemplamos a glória do Senhor” (NVI com nota de rodapé indicando que pode ser também “refletimos”)
contemplamos como num espelho a glória do Senhor” (Bíblia de Jerusalém, com nota semelhante à NVI)
refletimos a glória que vem do Senhor” (NTLH)

Mas qual significado Paulo tinha em mente? No contexto da passagem, Paulo compara a experiência Cristã à experiência de Moisés no monte Sinai. Depois que o patriarca contemplou a glória de Deus, a face dele refletiu a glória de Deus. “os israelitas não podiam fixar os olhos na face de Moisés, por causa do resplendor do seu rosto” (v. 7 NVI).

A face de Moisés estava tão deslumbrante que “o povo de Israel não podia nem mais olhar para ele do que para o sol” (v. 7 Tradução em inglês A Mensagem).

Ao ver Deus, Moisés não podia fazer outra coisa senão refletir Deus. O brilho que ele viu foi o brilho no qual ele se tornou. Vendo levou a sendo. Sendo levou a refletindo. Talvez a resposta para a pergunta de tradução, então, é "sim."

Paulo quer dizer “vendo como em um espelho”? Sim. Paulo quer dizer “refletindo como um espelho”? Sim.

Será que o Espírito Santo intencionalmente selecionou um verbo que nos lembraria a fazer ambos? Contemplar Deus tão atentamente que nós não conseguimos fazer outra coisa senão refleti-lo?

O que significa ver seu rosto em um espelho? Um relance rápido? Um olhar casual? Não. Ver é estudar, fitar, contemplar. Ver a glória de Deus, então, não é nenhum olhar lateral ou relance ocasional; este ver é ponderar seriamente.

Não é isso que nós fizemos? Nós acampamos aos pés do monte Sinai e vimos a glória de Deus. Sabedoria inescrutável. Pureza sem mancha. Anos sem fim. Força destemida. Amor imensurável. Vislumbres da glória de Deus.

Enquanto vemos a glória dele, podemos ter a ousadia de orar que nós, como Moisés, possamos refleti-lo? Podemos ousar sonhar em ser espelhos nas mãos de Deus, o reflexo da luz de Deus? Esta é o chamado.

“Fazei tudo para a glória de Deus.” (1 Cor. 10:31).
Tudo? Tudo.

Deixe sua mensagem refletir a glória dele. “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus.” (Mt. 5:16 NVI).

Deixe sua salvação refletir a glória de Deus. Tendo “nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa” (Efé. 1:13,14 ARA).

Deixe seu corpo refletir a glória de Deus. “Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.” (1 Cor. 6:20 ARA).

Suas lutas. “Tudo isso é para o bem de vocês, para que a graça, que está alcançando um número cada vez maior de pessoas, faça que transbordem as ações de graças para a glória de Deus.” (2 Cor. 4:15 NVI, veja também João 11:4).

Seu sucesso honra Deus. “Honra ao SENHOR com os teus bens” (Prov. 3:9 ARA). “Riquezas e glória vêm de ti” (1 Crô. 29:12). “É ele o que te dá força para adquirires riquezas” (Deut. 8:18).

Sua mensagem, sua salvação, seu corpo, suas lutas, seu sucesso – todos proclamam a glória de Deus.

“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” (Col. 3:17 ARA)

Ele é a fonte; nós somos o vaso. Ele é a luz; nós somos os espelhos. Ele envia a mensagem; nós a refletimos. Nós descansamos na mochila dele esperando o chamado dele. E quando colocados nas mãos dele nós fazemos o trabalho dele. Não é sobre nós, é tudo sobre ele.

Ao Sr Tweed usar um espelho, houve um salvamento.
Que haja milhões a mais quando Deus nos usar.

[1] Dicionário de Navios Americanos de Guerra (Dictionary of American Naval Fighting Ships- Office of the Chief of Naval Operations Naval History Division- Washington) www.ibiblio.org/hyperwar/USN/ships/dafs/DD/dd400.html

Copyright © 2004 Max Lucado.
Integrity Publishers, Nashville, Tn.
Reproduzido com permissão.

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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Quem Não É Contra Nós É Por Nós

de Álvaro César Pestana

Haveria contradição nos provérbios de Jesus? Será que Jesus se enganou? Veja os seguintes textos: "Pois quem não é contra nós, é por nós" (Marcos 9.40; Lucas 9.50); "Quem não é por mim é contra mim, e quem comigo não ajunta, espalha" (Mateus 12.30; Lucas 11.23).

Antes de continuar é útil tirar proveito desta aparente contradição para rever boas regras de estudo bíblico. Primeiro, um texto, uma palavra e mesmo uma idéia só terá sentido em seu contexto. Fora do contexto só há erro e contradição; o sentido do texto, da palavra e de qualquer idéia vem do contexto. Segundo, os ditos proverbiais apresentam verdades gerais que precisam ser entendidas como regras gerais e não como profecia ou como afirmação absoluta sem exceção. Por exemplo: Provérbios 26.4 e 5 apresentam regras gerais "contraditórias", pelo menos aparentemente, mas na verdade cada provérbio é válido como regra em certas circunstâncias e em outras não. Com estas duas idéias em mente, vamos estudar o que Jesus quis dizer com estes dois provérbios.

UMA VERSÃO PARA CADA SITUAÇÃO

Os dois provérbios que estamos estudando ensinam a mesma lição. Não há contradição de idéias, mas simplesmente uma mesma verdade expressa de dois modos diferentes, para uso em diferentes análises. Para a auto avaliação, usa-se o provérbio mais severo (quem não é por mim, é contra mim); para a avaliação de outros, usa-se o mais suave (quem não é contra nós, é por nós). A lição básica é sempre a mesma: "É impossível ficar neutro em relação a Jesus".

NEUTRALIDADE IMPOSSÍVEL

Jesus curou um endemoninhado mudo, expulsando o demônio que causava esse mal. Os que viram o milagre reagiram de três formas: uns ficaram admirados, outros acusaram Jesus de ter um pacto com (ou estar possuído por) Belzebu, o demônio maior, e outros, finalmente, pediam que Jesus fizesse mais um milagre para provar quem ele realmente era (Lucas 11.14-17).

Jesus não faz milagres para provar algo a quem já teve toda a evidência que precisava. Jesus e Deus Pai não forçam o homem a aceitá-los. Certamente pedir provas a Deus não é o meio de ter fé para a salvação. Jesus passa a raciocinar com eles mostrando que é razoável crer nele como enviado de Deus, com base na evidência que já tinha sido dada. É assim que devemos agir hoje com aqueles que querem "mais razões" para crer. Jesus, na ocasião, mostrou que ele não seria um aliado do Diabo, pois estava a destruir-lhe o reino. Na verdade, Jesus estava provando que tinha mais poder que o Diabo e seus demônios. Além disto, a presença de tal poder entre os homens era evidência da proximidade do Reino de Deus (Lucas 11.17-22).

É neste momento que Jesus diz: "Quem não é por mim é contra mim, quem comigo não ajunta, espalha" (Lucas 11.23). A ilustração empregada por Jesus na segunda frase do provérbio vem do trabalho de ajuntar (ou espalhar) um rebanho, ou uma colheita. Ele afirma estar do lado de Deus e diz que aqueles que não estão do lado dele são inimigos de Deus. Quem não está com Jesus, está com Belzebu. "Quem não ajuda, atrapalha".

Para ilustrar isto ele conta a parábola chamada pelos negritos de algumas Bíblias de "a estratégia de Satanás". Se a "ex-casa" de um demônio tentar manter-se neutra, isto é, vazia, não vai ficar assim por muito tempo. Em breve aquele demônio voltará com outros piores ainda e o último estado do homem vai ser terrível, e bem pior que o primeiro (Lucas 11.24-26). Veja que esta parábola não é um aviso para as pessoas que um dia foram endemoninhadas. De fato, quando Jesus expulsava um demônio, ele não podia mais retomar àquela pessoa (Marcos 9.25). Esta parábola ilustra a impossibilidade de ficar neutro em relação a Jesus: não há casa vazia - não pode haver pessoa que não é nem de Jesus e nem do demônio. Ou seremos discípulos de Jesus, ou seremos inimigos dele. Não há meio termo.

Ao narrar este mesmo evento, Mateus dá ênfase ao fato de termos que decidir por Jesus, ligando o provérbio "quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha" com a possibilidade de pecar contra o Espírito Santo, o pecado sem perdão (Mateus 12.22-32). 0 pecado imperdoável é a oposição deliberada e contínua a Jesus e sua obra. O pecado contra o Espírito Santo deve ser entendido à luz do ditado acima. Portanto, é impossível ficar neutro no que diz respeito a Jesus.

RIVALIDADE IMPOSSÍVEL

Jesus declara: "Se você não está a favor, está contra." Por outro lado em Marcos 9.40 e Lucas 9.50 ele disse: "Se você não está contra, está a favor." Esta aparente contradição é resolvida quando se observa as circunstâncias que geraram o provérbio "quem não é contra nós, é por nós".

João, discípulo de Cristo, em uma de suas andanças encontrou um homem que expelia demônios usando o nome de Jesus. Este homem não era um dos seguidores de Jesus no mesmo sentido que eram os apóstolos e outros comissionados para aquele trabalho (Lucas 9.1-2; 10.1-12). João, talvez inspirado por um espírito de partidarismo como o de Josué (Números 11.16-30), proibiu o homem de continuar sua obra. Talvez, por causa do ensino sobre receber alguém em nome de Jesus, ele lembrasse do homem que, aos seus olhos, estava usando este nome sem merecê-lo e portanto não devia ser acolhido. Ele pede o parecer de Jesus sobre sua ação (Marcos 9.33-38; Lucas 9.46-49).

Ironicamente João estava agindo como os escribas que anterior-mente se opuseram a Jesus apesar da evidência da ação do Espírito Santo na realização de exorcismos (Marcos 3.22). Agora ele se opunha a um homem que tinha evidência de ter fé em Jesus e que estava fazendo o que alguns apóstolos não tinham conseguido um pouco antes (Marcos 9.18,28).

O Mestre ensinou que o comportamento de João, que representava o dos doze, era errado (Marcos 9.39-40). "Quem não é contra nós, é por nós" diz Jesus. Se aquele exorcista usava o nome de Jesus, deveria ter sido considerado como amigo por João e não como inimigo ou concorrente. Os discípulos de Cristo não precisam tomar "posições" com respeito aos homens; os homens é que precisam tomar uma posição com respeito a Jesus. O sentimento de rivalidade e de competição não é compatível com o caráter de servo que Jesus ensinou aos seus seguidores. Ser seguidor de Jesus é aprender a reconhecer que nem tudo tem de ser feito a nosso modo. Se o exorcista estava a favor de Jesus, deveria ser incentivado e não criticado; deveria, se necessário, ser instruído com maior exatidão sobre o caminho do Senhor (Atos 18.24-19-7). Ele não era como os sete filhos de Ceva (Atos 19.13-16), mas parecia ser alguém com uma boa atitude espiritual.

Este texto tem sido usado para ensinar que não importa a doutrina que alguém prega, desde que fale de Jesus: uma espécie de relativismo espiritual, onde um espírito meio ecumênico e meio eclético é transportado ao texto bíblico. Dizem: "Não importa se ele está pregando certo ou errado, mas se está falando de Jesus, devemos considerá-lo como irmão". Este modo de pensar é incentivado pelas Bíblias onde este texto recebe o título: "Jesus ensina tolerância e caridade". O texto não ensina nada disto! Ensina que devemos saber reconhecer apoio a Cristo e fé nele, mesmo quando a pessoa não é claramente identificada com Jesus. É um texto que manda abrir os olhos para ver o apoio à causa de Cristo e não um texto que manda fechá-los ao desvio da verdade. Nada podia ser declarado sobre a salvação deste exorcista (Mateus 7.21-23), nem ainda sobre todos os seus motivos interiores (Filipenses 1.15-18). De qualquer forma, ele não era neutro em relação a Jesus, mas estava do lado dele, pois "quem não está contra, está a favor" e vai evidenciar este fato com atos de verdadeira fé (Marcos 9.41).

APLICAÇÃO

Estes dois provérbios ensinam verdades que a igreja e os cristãos precisam fixar em suas mentes:

1. É impossível ficar neutro com relação a Jesus. Se não cooperamos com a obra de Cristo, estamos a obstruí-la. Se cooperamos com a obra de Cristo, esta cooperação deve ser real e completa. O grande erro de Pôncio Pilatos foi o de não querer se envolver com Jesus. Ele tentou lavar as mãos e, neste ato onde buscava neutralidade, acabou por tornar-se culpado da maior injustiça da história humana (Mateus 27.24). Pilatos optou pelo cômodo recurso da neutralidade quando deveria ter absolvido Jesus, se o considerasse inocente, ou mandá-lo matar, se o encontrasse culpado. É impossível ficar neutro em relação a Jesus. No mesmo erro incorreu o grande rabino Gamaliel (Atos 5.33-42). Embora sua intervenção salvasse os apóstolos de morte certa, seu parecer não é verdadeiro. Seu conselho foi que deixassem o tempo passar, para saber se aquele movimento era de Deus ou não. Mas o fato é que Gamaliel e o Sinédrio não podiam deixar o tempo julgar assuntos sobre os quais eles precisavam tomar uma decisão pessoal e também uma decisão a nível jurídico para a nação. Deixar o tempo passar impede pessoas de se converterem a Jesus. Além disso, há muitos erros que duram muito tempo, fazendo-nos pensar, pelo parecer de Gamaliel, que são coisas certas. Não é possível ficar neutro: ou Jesus é o Senhor ou é um terrível embusteiro. Não há comodidade aqui; não há neutralidade.

2. Precisamos reconhecer o apoio à causa de Cristo nos outros. Marcos 9.38-41 e Lucas 9.49-50 não nos ensinam tolerância para com o erro doutrinário, mas sim visão e sensibilidade para reconhecermos aliados na luta contra o mal. Quando percebemos que alguém está tentando cooperar com Cristo. devemos aproximar-nos dele como amigos e, se necessário, ajudá-lo a ser mais fiel a Jesus. Devemos chamar homens a Jesus e não afastá-los dele.

3. Devemos ser rigorosos conosco e flexíveis com os outros. Os textos de Marcos 9.40 e Lucas 9.50 ("quem não é contra nós, é por nós") devem ser nosso critério para observação dos outros. Mateus 12.30 e Lucas 11.23 ("quem não é por mim, é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha") deve ser nosso critério de auto-análise. Foi assim que Jesus usou estes diferentes ditados: seja rigoroso ao julgar a si mesmo e seja cuidadoso ao julgar o próximo.


Copyright © 2003 Editora Vida Cristã. Todos os direitos reservados.
Reproduzido com a devida autorização.

domingo, 16 de novembro de 2008

O Dono Do Prego

Um velho pastor de Haiti falou da necessidade de compromisso com Cristo assim. Ele contou a história de um homem que queria vender sua casa por $2,000.

Outro homem queria muito comprar aquela casa. Mas, porque ele era pobre ele não conseguia pagar o preço do dono. Depois de muita negociação o dono da casa concordou em vender a casa pela metade do preço.

Ele só tinha uma ressalva: ele continuaria como dono de um pequeno prego cravado na parede em cima da porta da casa.

Depois de alguns anos, o dono original queria comprar sua casa de volta. Mas, o novo dono não concordava em vender. Então, o dono original saiu pela estrada, achou o cadáver de um cachorro e o pendurou na parede pelo prego que lhe pertencia.

Em pouco tempo, a casa ficou insuportável, e a família foi obrigada a vender a casa de volta ao dono original.

A conclusão do pastor Haitiano foi o seguinte: “Se nós deixamos o Diabo com apenas um pequeno prego nas nossas vidas, ele voltará e pendurará seu podre lixo lá, deixando as nossas vidas insuportáveis para Cristo habitar.”

Você tem um prego daqueles na sua vida? Há algum pecado ou hábito predileto que você ainda não entregou a Jesus?

Pode ter certeza, Satanás irá voltar. O dono daquele prego, daquele pecado ou hábito predileto irá aparecer, mais cedo ou mais tarde.

Ele vai usar aquela coisa pequena, aquele prego para estragar tudo que você quer tentar construir de bom. E, no final, ele vai levar tudo que você tem.

Adaptado de uma ilustração em Craig Brian Larson "Ilustrações Para Pregação Bíblica do Jornal Liderança" (“Illustrations for Biblical Preaching from Leadership Journal”), Grand Rapids: Baker, 1993


A coroa que Jesus escolheu

Coroas sempre foram um sinal de autoridade e realeza. O rei Charles o Grande tinha uma coroa octogonal. Cada um dos oito lados era uma plaqueta de ouro. Cada plaqueta era revestida de esmeraldas e pérolas.


O rei Ricardo Coração de Leão, Rei da Inglaterra tinha uma coroa tão pesada que precisava de dois homens para segurar na sua cabeça. A rainha Elizabete tem uma coroa que vale $20 milhões.


Mas, junte todas estas coroas e elas não valem um tostão em comparação às coroas que Cristo tem.


Apocalipse 19:12 diz que ele tem "muitos diademas". Ele tem a coroa da justiça. Ele possui a coroa da glória. Ele tem a coroa da vida. Ele usa uma coroa de paz e de poder. Mas, de todas as coroas que Jesus possui, uma é a mais querida de todas.


Esta coroa não foi fabricada de ouro nem prata. Ela não é coberta de jóias. Esta coroa não foi formada pelas mãos de um mestre artesão. Esta coroa foi formada depressa, pelas mãos rudes de um soldado Romano. Esta coroa não foi colocada na cabeça de Jesus numa cerimônia de glória e honra, mas numa farsa humilhante. É uma coroa de espinhos.


O impressionante sobre esta coroa, a coroa que Jesus escolheu para ele, é que, de todas as coroas que ele poderia ter escolhido, esta não pertencia a ele. Você merecia usar esta coroa. Você merecia sentir os espinhos. Você merecia sentir o sangue descendo pelos seus olhos e ouvidos. Você merecia toda a dor. Mas, a você, e a mim, Jesus oferece a coroa da vida. Ele tomou a nossa e nos oferece até hoje a coroa que era dEle.


- James S. Hewett, ed. Illustrations Unlimited (Wheaton: Tyndale House Publishers, Inc, 1988) pp. 162-163.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Mensagens Bíblicas
Náufrago

Um certo homem saiu em uma viagem de avião. Era um homem temente a Deus, e sabia que o Senhor o protegia.
Durante a viagem, quando sobrevoavam o mar, um dos motores falhou e o piloto teve de fazer um pouso forçado no oceano. Quase todos morreram, mas o homem conseguiu agarrar-se a alguma coisa que o conservasse em cima da água. Ficou boiando à deriva durante muito tempo até que chegou a uma ilha não habitada.

Ao chegar à praia, cansado, porém vivo, agradeceu ao Senhor por este livramento maravilhoso da morte. Ele conseguiu se alimentar de peixes e ervas. Conseguiu derrubar algumas árvores e com muito esforço construiu uma casinha para ele. Não era bem uma casa, mas um abrigo tosco, com paus e folhas. Porém significava proteção. Ele ficou todo satisfeito e mais uma vez agradeceu ao Senhor, porque agora podia dormir sem medo dos animais selvagens que talvez pudessem existir na ilha.

Um dia, ele estava pescando e quando terminou, havia apanhado muitos peixes. Assim, com comida abundante, estava satisfeito com o resultado da pesca. Porém, ao voltar-se na direção de sua casa, qual não foi sua decepção,ao ver sua casa toda incendiada.
Ele se sentou em uma pedra chorando e dizendo em prantos:
-Senhor! Como é que foi deixar acontecer isto comigo? O Senhor sabe que eu preciso muito desta casa e o Senhor deixou queimar todinha. O Senhor não tem compaixão de mim? Eu sempre faço minhas orações diárias.
E assim permaneceu o homem durante algumas horas, envolvido em sua revolta e dor.

Passado algum tempo, uma mão pousou no seu ombro e ele ouviu uma voz dizendo:

-Que bom encontrá-lo... você está bem?
Ele se virou para ver quem estava falando com ele, e qual não foi sua surpresa quando viu em sua frente um marinheiro acompanhado de uma equipe: -Vamos rapaz, nós viemos te buscar...

-Mas como é possível? Como souberam que eu estava aqui?

-Ora, amigo! Vimos os seus sinais de fumaça pedindo socorro.
O capitão ordenou que o navio parasse e nos mandou vir lhe buscar naquele barco ali adiante. O grupo entrou no barco e o homem foi para o navio que o levaria em segurança de volta para os seus familiares tão queridos.

A propósito, como anda a sua fé?

sábado, 8 de novembro de 2008

Do Jeito que vc é
(por Max Lucado,extraido do livro "Graça para o momento",da CPAD)

"Que haja em vós o mesmo sentimento,que houve tambem em Cristo Jesus"(Filipenses 2:5).


É perigoso resumir grandes verdades em uma declaração,mais vou tentar.
Se uma ou duas setenças,pudessem capturar o desejo de Deus para cada um de nós,ela poderia ser assim:
Deus o ama exatamente como você é,mais recusa-se a deixa-lo como você está.
Ele quer que você seja simplesmente como Jesus.

Deus o ama exatamente como você é.
Se voc^pensa que o amor Dele só será forte,se sua fé também for,está enganado.
Se você acha que o amor Dele será profundo se seus pensamentos forem também,errou de novo!
Não confunda o amor de Deus ao amor das pessoas.
O amor das pessoas,geralmente aumenta com a performance,e diminui com os erros,não é assim com o amor de Deus.
Ele o ama do jeito que você é.

Força!
(Por Max Lucado,extraido do Livro"Promessas Inspiradoras de Deus",da CPAD).

"..Dá vigor ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.Mas os que esperam no Senhor,renovarão suas forças,e subirãocom asas,como águias,correrão,e não se cansarão,caminharão e nãose fatigarão"(Isaías 40:29,31).

Um exemplo de fé,foi encontrado,na parede de um campo de consentração.Nela um prisioneiro gravou as palavras:

"Acredito no sol,mesmo quando ele não brilha.
Acredito no amor,mesmo quando não é demostrado.
Acredito em Deus,mesmo quando Ele não fala"

Tento imaginar a pessoa que escreveu tais palavras.Tento visualizar sua mão esquelética segurando o caco de vidro,ou,uma pedra,que talhou a parede...
Tento imaginar,seu olhar apreensivo,enquanto talhava cada letra...
Que mão poderia ter registrado tal convicção?que olhos foram capazes de ver o bem, mesmo em meio a tal horror?
Há somente uma resposta:Olhos que escolheram ver o invisível!

Deus está no controle
(Por Max lucado,extraido do livro:"Promessas Inspiradoras de Deus",da CPAD.)

"O Senhor é a minha Luz e a minha salvação,a quem temerei?O Senhor é a força da minha vida,de que me recearei?"(Salmo 27:1)

Precisamos ouvir que Deus ainda está no controle.
Precisamos saber que nada está encerrado até que Ele diga sim.
Precisamos ouvir que os infortúnios e as tragédias da vida,não são motivos para pular do barco.
São simplesmente uma razão para tentarmos da maneira correta.
Corrie Tem Boom,costumava dizer:"Quando um trem entra em um túnel e o mundo fica escuro,você pula dele?é claro que não!,você fica sentado ,firme,e confia que o engenheiro projetou uma saída."
Da próxima vez que você ficar desapontado,não se desespere!
Não pule fora!
Não desista!
Simplesmente seja paciente e deixe que Deus o lembre de que Ele ainda está no controle.
Nada vai chegar ao fim,antes que Deus assim o determine.